Aberta a temporada de concertos gratuitos

Em janeiro, projeto Música no Museu homenageia os imortais da música brasileira em diversos espaços culturais da cidade

Chiquinha GonzagaHeitor Villa-LobosErnesto Nazareth e César Guerra-Peixe. Estes são apenas alguns dos nomes que ajudaram a dar visibilidade à música produzida no Brasil. Nada mais justo, portanto, que recebam as devidas homenagens, como propõe a nova temporada do projeto Música no Museu. Com início marcado para esta sexta-feira (9), às 15h, no Centro Cultural da Justiça Federal (CCJF), o compositor Villa-Lobos será o primeiro homenageado da lista, através da Camerata Assis Brasil. Serão vinte concertos gratuitos no primeiro mês de 2015, em diversos espaços culturais da cidade, tais como Museu de Arte Moderna, Clube Hebraica, Biblioteca Nacional, Real Gabinete Português de Leitura, Casa de Rui Barbosa e Centro Cultural Banco do Brasil. Ao longo de 17 anos, mais de 650 mil pessoas já assistiram as apresentações do Música no Museu, o que faz jus a um dos principais objetivos do projeto: formar novas plateias, facilitando e incentivando a visita do público aos concertos e aos espaços culturais onde ocorrem.

“É muito gratificante fazer essa série. Todos os concertos são gratuitos e o público comparece, o que demonstra uma grande aceitação”, comemora Sérgio da Costa e Silva, diretor do projeto e criador de outro destaque da programação, o Concurso Jovens Músicos, que chega à oitava edição com inscrições abertas até 31/05. Para participar, é preciso ser graduado ou pós-graduado, com idade inferior ou igual a 28 anos, completos até 31/12 deste ano. Sua principal proposta é incentivar jovens músicos que almejam uma carreira profissional no campo da música clássica, oferecendo como prêmio especial uma bolsa de estudos para mestrado ou doutorado na James Madison University, nos Estados Unidos. Os jovens promissores podem, assim, se apresentar ao lado de nomes já consagrados, como destaca Costa e Silva. “O Música no Museu é um projeto que mescla nomes de grande expressão, como Nelson Freire, Antônio Menezes, Arnaldo Cohen e Arthur Moreira Lima, por exemplo, com jovens músicos, principalmente os ganhadores de prêmios. É uma forma de dar a esses jovens uma oportunidade e, ao mesmo tempo, colocá-los no mesmo patamar dos grandes nomes”.

Muito além do Rio de Janeiro

O projeto tem, em média, 500 apresentações por ano, que não se concentram apenas no Rio de Janeiro. “Fazemos concertos em todo o Brasil e também no exterior. Já estivemos em todos os continentes, sempre com uma grande aceitação”, diz o diretor. A temporada anterior incluiu países como Áustria, Alemanha, Portugal e Vietnã, além de uma atuação mais significativa nas regiões Norte e Nordeste do país. Para fevereiro, mês da folia, Costa e Silva conta que a programação será especialmente dedicada aos clássicos de carnaval. “Será um diferencial e um atrativo, pois as pessoas poderão apreciar tenores sopranos, barítonos e outros músicos de formação cantando sucessos deLamartine BaboBraguinhaAri BarrosoChiquinha GonzagaNoel RosaAtaulfo Alves e Paulinho da Viola. Durante este período, as apresentações criam a alternativa de música clássica no carnaval para aqueles que querem fugir da folia. É uma programação diferente”.

Saiba mais sobre o projeto

Música no Museu é a versão brasileira do que acontece nos museus de maior expressão no mundo, como MetropolitanMoMA e Guggenheim, em Nova York; LouvrePicasso e Montmartre, em Paris; Gulbenkian, em Lisboa e Prado, em Madrid. Além de suas atividades, estes espaços dedicam boa parte de sua programação à música, formando um elo com as artes plásticas e os próprios cenários dos museus.

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Fonte: http://www.cultura.rj.gov.br/

Fotografia: O maestro e compositor Heitor Villa-Lobos também será homenageado (crédito: Divulgação / Museu Villa-Lobos)

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