O realismo maravilhoso do Crescer e Viver

‘Febril’, novo espetáculo do circo Crescer e Viver é inspirado na obra de Garcia Márquez e dirigido por Luís Igreja

O Circo Crescer e Viver apresenta em sua lona, no Centro, o espetáculoFebril, livremente inspirado na obra de Gabriel García Márquez. Dirigido por Luis Igreja, a montagem brinca com os personagens arquetípicos que transitam pelas histórias fantásticas de Gabo. Onze artistas formados pelo Circo Crescer e Viver estarão no picadeiro. Febril fica em cartaz de quinta a domingo, até 23 de novembro, com entrada gratuita.

Além de diversas técnicas circenses, como acrobacias, aéreos, portagem, diabolôs e malabares, a sétima produção do Circo Crescer e Viver reúne ainda linguagens como a dança e o teatro, que se harmonizam na construção das cenas, que contam ainda com música ao vivo interpretada pelos próprios artistas. Febril conta a história de uma família que tem sua vida modificada pela chegada de uma trupe de ciganos no lugarejo em que vivem. A organização hierárquica, social e afetiva se parte e toda a ordem social é alterada. Os conflitos familiares vêm à tona violentamente, até que a cidade explode em uma guerra devastadora. Ao final do conflito, o lugarejo é invadido por pestes e seus habitantes passam a conviver com os mortos.

O tema do espetáculo foi escolhido quando o coordenador artístico do Circo Crescer e Viver, Vinícius Daumas, se deparou com o conceito de “realismo maravilhoso”, vertente literária da qual Gabriel García Márquez é um ícone. Ele prontamente fez uma conexão com o universo do circo. “Vi ali um campo para que a gente pudesse mais uma vez inovar. A ideia é fazer o público viajar em uma estética que ousa nas cores, tamanhos e é fundamentalmente imagética. Circo é movimento e imagem. Traduzir isso em uma dramaturgia que rompe com o lugar comum é exatamente onde queremos chegar”, explica Vinícius.

Para o diretor Luis Igreja, que está à frente de seu primeiro espetáculo circense, o convite do Circo Crescer e Viver veio acompanhado de dois grandes desafios: “reconhecer a linguagem do circo, dessa vez do “lado de dentro” do processo de quem faz – não apenas da plateia, de onde guardo memórias afetivas infantis muito preciosas; e trazer para o picadeiro a ambientação e o espírito do realismo maravilhoso.”

A direção musical fica por conta de Daniel Gonzaga, que também foi responsável pelas trilhas de outros quatro espetáculos do Circo Crescer e Viver: Vida de Artista (2007), Baião (2009), Passos (2011) e Porto(2013).

As canções compostas originalmente para o espetáculo foram inspiradas nos personagens e vão do rock ́n ́roll à valsa. Já a direção de arte está sob os cuidados de Denise Bernardes, Guilherme Maia e Beto Herriot, que ousaram nos tamanhos e cores da cenografia com objetos reaproveitados e adaptados de forma pouco usual e que tomam conta do espaço aéreo do picadeiro onde acontecem vários números acrobáticos do espetáculo.

Ao final da apresentação o público será convidado a contribuir com a quantia que puder ou quiser. “Quanto vale o show?” – Esta será a pergunta feita aos espectadores, cuja contribuição será revertida integralmente aos projetos sociais e de formação artística do Circo Crescer e Viver.

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Fonte: http://www.cultura.rj.gov.br/

Fotografia: O espetáculo é gratuito e fica até 23 de novembro na lona do Crescer e Viver  (Crédito: Divulgação)

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