Cinema brasileiro em destaque no Festival do Rio

Mostra Première Brasil reúne quase 70 títulos

Um dos mais importantes eventos cinematográficos do país, o Festival do Rio divulgou a lista de filmes que vão fazer parte da mostra Première Brasil, destinada à exibição de produções nacionais que se destacaram ao longo do ano. São 69 títulos em cartaz entre os dias 24 de setembro e 8 de outubro, dentre eles Sangue Azul, de Lírio Ferreira, e Campo de Jogo, de Eryk Rocha.

Mostra Competitiva

Destes, dez longas de ficção, dez documentários e 16 curtas participam da mostra competitiva, na disputa pelo troféu Redentor. Os longas de ficção da mostra são: Love Film Festival, de Manuela Dias; O Fim e os Meios, de Murilo Salles; Ausência, de Chico Teixeira; O Fim de uma Era, de Bruno Safadi e Ricardo Pretti; O Outro Lado do Paraíso, de André Ristum;Prometo um Dia Deixar Essa Cidade; de Daniel Aragão Brasil; Último Cine Drive-In, de Iberê Carvalho; Casa Grande, de Fellipe Carvaho;Obra, de Gregório Graziosi e Sangue Azul, de Líirio Ferreira.

Na área de documentários, Samba & Juiz, de Jefferson Mello; À Queima Roupa, de Theresa Jessouroun; Campo de Jogo, de Eryk Rocha; A Vida Privada dos Hipopótamos, de Maíra Bühler e Maria Mariani; Esse Viver Ninguém me Tira, de Caco Ciocler; Meia-Hora e as Manchetes que Viram Manchete, de Angelo Defanti; Favela Gay, de Rodrigo Felha;Porque Temos Esperança, de Susanna Lira; My Name is Now, Elza Soares; de Elizabete Martins Campos e O Estopim, de Rodrigo Mac Niven.

“Essa é minha quarta vez na Première Brasil e a segunda na mostra competitiva. A última vez que participei foi em 2012, quando ganhei o prêmio de melhor direção com o filme Jards. O Festival do Rio é um dos maiores festivais de cinema do Brasil, pois representa um mosaico da produção brasileira contemporânea”, defende Eryck Rocha, diretor do documentário Campo de Jogo, um filme sobre jogadores amadores da periferia da cidade. “Este documentário foi todo filmado no Rio, na região do Sampaio, na Zona Norte. Vai ser uma boa maneira de retribuir a todas as pessoas que participaram das filmagens”, comenta Rocha que, depois do Festival do Rio, segue para o Festival Internacional de Londres e para a mostra internacional de São Paulo.

Os curtas, por fim, fecham a disputa: Cine Paissandu: histórias de uma Geração, de Christian Jafas; E o Amor Foi Se Tornando Cada Dia Mais Distante, de Alexander de Moraes; Mater Dolorosa, de Tamur Aimara e Daniel Caetano; Cloro, de Marcelo Grabowisky; Barqueiro, de José Menezes e Lucas Justiniano; Outono, de Anna Azevedo; O Clube, de Allan Ribeiro; Edifício Tatuapé Mahal, de Carolina Markowicz e Fernanda Salloum; Menino da Gamboa, de Pedro Perazzo e Rodrigo Luna; Diário de Novas Lembranças, de João Pedro Oct; História Natural, de Júlio Cavani; The Yellow Generation, de Daniel Sake; Kyoto, de Deborah Viegas; Loja de Répteis, de Pedro Severien; Max Uber, de Andre Amparo e Sem Título # 1: Dace of Leitfossil, de Carlos Adriano.

Para Ilda Santiago, diretora do festival, o foco da Première Brasil sempre foi apresentar um amplo painel do que há de melhor no cinema brasileiro. “Os filmes inscritos são avaliados por nossa equipe de seleção e procuramos selecionar produções que de alguma forma traçam um recorte do que está sendo feito em todo o país. Esta, de fato, é a parte mais difícil, pois, ao longo dos anos, a quantidade de filmes com qualidade vem aumentando consideravelmente. Por essa razão, criamos mais duas mostras: Novos Rumos e Retratos”, relata a diretora. A mostra Novos Rumos conta, por si só, com sete longas-metragens e seis curtas. A mostra inclui ainda a seção Hors Concours, com longas e curtas-metranges.

15 anos de Festival do Rio

O festival, que chega a sua 15ª edição, sempre se guiou pelos mesmos objetivos, como destaca Ilda. “Ele nasceu da nossa paixão por cinema e, todos os anos, fazemos o possível para dividir essa paixão com o público. Buscamos trazer para o Rio de Janeiro filmes premiados, inéditos e clássicos dos mais variados gêneros e de diversos cantos do mundo, que dificilmente entrariam em cartaz. Também promovemos encontros do público com profissionais da área cinematográfica, além de realizar oficinas para crianças e adolescentes com o intuito de formar platéias, futuros cineastas e atores”.

Em relação a outros festivais de cinema, Ilda Santiago afirma que o Festival do Rio se destaca por abraçar as diversidades. “Ele dá ao público a possibilidade de escolher seus filmes, suas mostras e de descobrir suas próprias pérolas, como costumamos dizer”, diz, para, em seguida, apontar os diferentes tipos de espectadores que participam do evento. “Temos todo tipo de público:o cativo que tira férias nesse período para não perder um filme sequer; o que só quer saber de filmes de determinada mostra e, ainda, aqueles que descobrem o festival pela primeira vez. Todos eles nos interessam e isso talvez seja o nosso grande diferencial”, conclui.

———-

Fonte: http://www.cultura.rj.gov.br/

Fotografia: Porque Temos Esperança, de Susanna Lira, participa da mostra competitiva  (Crédito: Divulgação)

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *

*

You may use these HTML tags and attributes: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>