Festa da cultura no Parque Lage

Prêmio de Cultura do Estado do Rio de Janeiro leva mostra cultural à EAV neste fim de semana

Nada de trajes de gala ou formalidades. A Escola de Artes Visuais do Parque Lage vai ser palco de uma cerimônia de premiação diferente: saias floridas e turbantes coloridos vão se juntar ao estilo urbano do street dance em uma grande mostra cultural que ocupará o casarão histórico durante três dias.  De 9 a 11 de maio, o Prêmio de Cultura do Estado do Rio de Janeiro vai promover uma intensa programação, reunir e premiar manifestações culturais de todas as regiões do estado, homenageando os artistas fluminenses.

“Com o Prêmio de Cultura do Estado do Rio de Janeiro queremos homenagear a qualidade e a riqueza da produção cultural fluminense, estimular manifestações pouco conhecidas, dar espaço a novos nomes e, ao mesmo tempo, destacar o artista consagrado”, diz a Secretária de Estado de Cultura, Adriana Rattes. “Queremos prestar tributo aos realizadores e agentes que fazem do nosso estado a cara do Brasil”, destaca.

Cultura do encontro

A mostra evidencia a diversidade da cultura no estado. Há folia de reis, fado, caxambu, teatro, dança urbana, mana-chica, capoeira, circo, ciranda, rock, cinema, além de doces típicos, artesanato e até oficinas de luteria. Rafael Dragaud, curador e diretor artístico do evento, optou pela mostra em vez de uma única noite de premiação para dar mais visibilidade aos grupos e artistas homenageados. “Pensamos que a premiação em si não é o mais importante, mas promover o encontro de artistas de todo o estado. Por isso, desta vez, teremos três dias de atividades, e não apenas um, como nas outras edições”, explicou.

Esta é a terceira edição do Prêmio de Cultura do Estado do Rio de Janeiro, que foi criado em 2010 a partir da unificação dos prêmios Golfinho de Ouro, Estácio de Sá e o do Governo do Rio de Janeiro. “Nosso objetivo, com o prêmio e a Mostra Cultural, é expor a diversidade artística dos nossos municípios para todo o universo do estado, proporcionando um encontro rico e potente”, diz Eva Doris Rosental, Superintendente de Artes da SEC.

Participação popular na festa e na premiação

Cem projetos e coletivos sediados no estado que se destacaram no cenário cultural fluminense entre os anos de 2012 e 2013 concorreram nesta edição, que pela primeira vez contou com Voto Popular. Uma consulta pública online escolheu 10 premiados e uma comissão especial e mista selecionou mais 20, dois para cada região do estado (Costa Verde, Médio Paraíba, Baixada Litorânea, Centro Sul, Norte, Serrana, Metropolitana Rio, Metropolitana Baixada, Metropolitana Leste e Noroeste, a mesma divisão regional do Plano Estadual de Cultura), totalizando três ganhadores por região.

LATEX – Laboratório de Artes e Teatro Experimental, de Cachoeiras de Macacu, foi um dos selecionados por voto popular, com mais de 21 mil votos. Criado por Pablito Torres, o grupo se dedica à pesquisa teatral e artística e mantém uma oficina permanente de formação de atores, contribuindo  para a formação de diversos artistas macacuenses. A premiação mobilizou todo o município: “A gente mobilizou os alunos, passou carro de som pelas ruas, tentou envolver a cidade mesmo. Essa premiação afeta toda a cidade, pois o LATEX leva o nome de Cachoeiras de Macacu para onde se apresenta”, conta Lísia Garcia, atriz do grupo há 8 anos.

“O reconhecimento pelo Prêmio de Cultura do Estado veio em um bom momento, em que nosso grupo completa 30 anos. É um dos mais atuantes da cultura da cidade, e mais antigo. Muitos dos grupos independentes surgiram a partir de alunos que passaram pelas oficinas do LATEX”, conta a atriz.

Teatrama, grupo de Araruama selecionado com mais de 54 mil votos do público, também comemora o reconhecimento. “Ficamos muito felizes já por sermos indicados, nos sentimentos valorizados. Quem faz teatro no interior enfrenta dificuldades ainda maiores do que as da capital, pois muitas vezes é preciso fazer um longo trabalho para que a própria comunidade reconheça a importância da nossa arte”, conta Perla Duarte, uma das fundadoras do grupo.

“Procuramos fazer um teatro voltado para questões da cidade, de forma a modificar o nosso lugar através da cultura. O Teatrama é jovem, tem 9 anos, pouco tempo para mudar as mentalidades, mas hoje já é valorizado na cidade, a comunidade consegue ver isso como algo deles. Fazemos um teatro muito popular, de praça. Nossa peça em circulação atualmente, chamada Algumas do Aristeu, foi escrita a partir de histórias da população e lendas de Araruama. Assim, a ideia é levar diversão para a população, mas promover também um resgate da memória, envolvendo as pessoas”, diz Perla.

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Fonte: http://www.cultura.rj.gov.br/

Fotografia: A Sociedade Musical Camerata Rioflorense, de Rio das Flores, foi a vencedora do Prêmio de Cultura pelo voto popular da região Centro Sul.  (Crédito: Mapa de Cultura/ Diadorim Ideias/ Isabela Kassow)

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