Cinema e educação

Projeto que une as secretarias estaduais da Cultura e da Educação levou um milhão de estudantes ao cinema e este ano criará 30 cineclubes

Cinema Para Todos, projeto realizado pela parceria entre as Secretarias de Estado de Cultura e de Educação, acaba de bater uma marca recorde: em suas três edições, já levou às salas de cinema mais de um milhão de espectadores de cerca de mil escolas da rede estadual. Desde 2010, 27 municípios do Estado participaram do Cinema Para Todos, que promoveu cerca de 200 filmes nacionais. De acordo com Ingrid Almeida, aluna de São João de Meriti que participa há cerca de dois anos do projeto, o maior benefício é “a chance de conhecer mais a cultura brasileira, que nem sempre é nossa primeira opção, quando vamos ao cinema”. A ideia é crescer ainda mais este ano, com a implantação de um Circuito de Cineclubes em 30 escolas de todo o estado, dentre elas um colégio localizado numa unidade socioeducativa do DEGASE/DIESP, voltada para jovens em conflito com a lei.

Com o projeto, os alunos dessas instituições, que já vêm participando de sessões especiais e de oficinas de vídeo, vão ganhar a oportunidade de ir ao cinema.  “Muitas vezes, o programa leva tanto no DEGASE, quanto nas outras instituições, o aluno pela primeira vez ao cinema, mostrando que o audiovisual é uma opção de lazer,  uma forma de discutir arte dentro desses lugares”, destaca a Superintendente de Audiovisual da Secretaria de Estado de Cultura, Julia Levy.

O objetivo do projeto é estimular e democratizar o acesso dos alunos do 9º ano do Ensino Fundamental, do Ensino Médio e do segmento Ensino de Jovens Adultos às salas de cinema. “O Cinema Para Todos tem contribuído bastante para a difusão do cinema brasileiro no Rio de Janeiro, proporcionando aos alunos da rede estadual acesso a todos os filmes nacionais assim que eles entram em cartaz, expondo-os à diversidade de estilos, temas e universos que compõem a produção nacional”, afirma a Secretária de Estado de Cultura, Adriana Rattes.

O movimento cineclubista é também responsável por levar o cinema para outros municípios que não possuem salas de exibição. São eles: Iguaba Grande, Maricá, Engenheiro Paulo de Frontin, Seropédica, Miguel Pereira, Sapucaia, Rio Claro, Queimados, Belford Roxo, Itaocara, Laje de Muriaé, Santo Antônio de Pádua, Cambuci, São Fidélis, São Francisco do Itabapoana, São João da Barra, Cardoso Moreira, Magé, Tanguá, Cachoeiras de Macacu, Cantagalo e Cordeiro.

Neste mês de março, o Cinema Para Todos promoveu em Macaé uma sessão especial de Uma História de Amor e Fúria, que estreou no cinema neste final de semana. A animação baseia-se em fatos reais da história do Brasil, contando desde as batalhas entre tupinambás e tupiniquins até uma fictícia guerra pela água, em 2096. Após a exibição, cerca de 600 estudantes participaram de um bate-papo com o diretor do filme, Luiz Bolognesi, com o Secretário de Educação, Wilson Risolia e com Adriana Rattes.

Cinema na escola e alunos nas salas de exibição

As atividades do programa envolvem duas grandes frentes: sessões exclusivas para escolas e distribuição de vales-ingresso gratuitos, que podem ser utilizados em redes conveniadas para todos os filmes brasileiros em cartaz. Em paralelo, o programa promove ainda encontros pedagógicos e oficinas de videointeratividade. As atividades dos encontros começam sempre com uma breve apresentação, seguida por uma atividade de “provocação para o filme”, chamada pelos organizadores pedagógicos de “argumento”. Após a exibição, há atividades lúdicas e interativas e debate sobre o que foi visto. “As sessões pedagógicas são muito importantes porque promovem o debate em torno dos filmes brasileiros”, acrescenta a Secretária Adriana Rattes.

Já as oficinas de videointeratividade promovem a reflexão sobre a experiência de produzir um filme com ferramentas que estão ao alcance dos alunos e professores. Os vídeos produzidos podem ser vistos naGaleria de Vídeos do site e participam de um concurso, além de serem enviados a festivais de cinema no Brasil ao longo do ano.

Para participar dessas ações, basta que os professores se inscrevam no site do programa solicitando uma exibição na sua escola, ou pedindo para que seus alunos participem das oficinas ministradas nas escolas pré-selecionadas. Para a educadora Fabiane Souza, que leciona língua portuguesa em Campo Grande, o investimento é garantia de sucesso. “Para muitos alunos, o cinema ainda é uma coisa muito nova, eles ficam muito surpresos com a qualidade, com as narrativas e com a própria ida ao cinema e isso acaba ampliando os seus horizontes culturais”, explica.

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Fonte: http://www.cultura.rj.gov.br/

Fotografia: Alunos e professores participam de um debate após sessão do programa.  (Crédito: divulgação)

 

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