São João da Barra respira marchinhas

A final da terceira edição do concurso de marchinhas carnavalescas de São João da Barra acontece em 7 de fevereiro

Chegando à terceira edição, o concurso de marchinhas carnavalescas de São João da Barra já virou festa tradicional no município litorâneo da Região Norte Fluminense. Segundo o organizador do evento, Bruno Costa, a cidade respira Carnaval e, com o concurso de marchinhas, não podia ser diferente. Está sendo gravado um CD – a ser distribuído gratuitamente aos foliões nos dias de Carnaval – com as marchinhas dos 10 finalistas já escolhidos. Agora, no dia 7 de fevereiro, às 20h30, será a grande final, para a qual é esperado um público de 500 pessoas, que irá lotar o centenário Cine Teatro São João.

No dia, serão colocados televisores no foyer do teatro e na rua para que mais pessoas possam assistir ao evento. Em seguida, está sendo planejado um baile de Carnaval para tocar todas as 30 marchinhas que já foram finalistas nas três edições do concurso. A sonorização do carnaval de rua, no entanto, já fica por conta delas. De acordo com o organizador do evento, o concurso de marchinhas de São João da Barra é o único do Estado do Rio de Janeiro, ao lado do concurso de marchinhas organizado pela Fundição Progresso, na capital. Músicos de quaisquer regiões do Brasil podem se inscrever, desde que o tema da marchinha seja São João da Barra – petróleo, porto, turismo, pesca, rio, mar, fofocas, política, conhaque, religião, entre muitos outros assuntos, conforme o regulamento do concurso.

O concurso já atraiu participantes de outras cidades, como Campos dos Goytacazes, Rio de Janeiro, Niterói, São Fidélis, Conceição de Macabu e Bom Jesus de Itabapoana. Para se chegar aos 10 finalistas, os 29 inscritos deste ano passaram por etapas eliminatórias, que foram realizadas nos dias 14, 15 e 16 de janeiro, quando foram avaliados por um corpo de jurados que, segundo o organizador do evento, é de “notório saber musical, cultural e carnavalesco”. “Prezamos a transparência e a gestão democrática do projeto”, disse ele.

Nas três primeiras etapas, apenas o jurado vota, mas, no dia da final, a população presente ao local do evento também terá direito a dar sua opinião. Ou seja, haverá o vencedor escolhido pelo júri técnico, mas, desde ano passado, também foi criado o prêmio especial, que é o do voto popular. Para incentivar ainda mais a composição das marchinhas, os participantes concorrem a um total de R$ 15 mil em prêmios divididos em primeiro lugar (R$ 6 mil), segundo (R$ 3 mil) e terceiro (R$ 2 mil). Há também as categorias “melhor intérprete” e “melhor arranjo”, que recebem cada uma R$ 1.250, além do prêmio especial, de R$ 1.500.

Este terceiro concurso homenageia o sanjoanense Manoel Barreto Gomes da Silva, conhecido também como Barreto Sapateiro, que foi um poeta e compositor da marcha-rancho (marchinha mais lenta) mais conhecida da cidade, A gargalhada. O outro homenageado, que dá nome ao prêmio especial, é Mildo Cunha, um dos maiores foliões do município.

A primeira edição do concurso começou a partir de um edital para o patrocínio de projetos culturais lançado em 2010 pelo grupo EBX, do empresário Eike Batista, que constrói o Porto do Açu em São João da Barra. A iniciativa de inscrever o projeto do concurso de marchinhas foi do atual organizador, Bruno Costa, que acabou sendo contemplado com a aprovação e o patrocínio pela LLX (do setor de logística) para realização da primeira edição em 2011. Ele explica que o sucesso da primeira edição foi tamanha que, no ano seguinte, também entrou com patrocínio a OSX (do setor de construção naval).

E agora, em 2013, novamente as duas empresas patrocinam juntas o projeto, que é realizado pela Editora Costa Sanjoanense e tem apoio da Prefeitura de São João da Barra. As 10 mais deste Carnaval A primeira classificada para a final foi América Rocha e sua marchinhaBaile de máquinas, na qual a autora mostra que as máquinas também dançam no carnaval sanjoanense. Na sequência, vem Maria Fernanda e sua canção Quando o carnaval é só saudade, que conta a história de um amor de carnaval, e Julio Motta com Caindo na farra, que narra a história de um sanjoanense que perdeu sua moradia, mas não perdeu a alegria pelo carnaval de São João da Barra. A quarta classificada foi O X da questão, de Hélio Coelho, abordando os grandes e necessários investimentos no Porto do Açu, que geram alegria e entusiasmos, mas também grandes apreensões. A marchinha, segundo o autor, brinca com o ‘X’ das empresas de Eike Batista.

Outra composição é A maré tá boa, feita em parceria pelos compositores Flavinho Machado, Ricardo Luiz, Jorge Peregrino e Alessandro Araújo, que fala da chegada da indústria naval ao Açu e dos benefícios disso para a região. A sexta classificada foi Clima de carnaval, de Janine Gaia, seguida pela marchinha Melhor lugar, de Anderson Santos. Fechando as dez classificadas, vem Turista indeciso, de Marcelo Assad, Gargalhada Imortal, de Paulinho Natividade, e São João da Barra, tradição do carnaval, de Scheilla Alves. Mais informações em Programação Cultural

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Fonte: http://www.cultura.rj.gov.br/

Fotografia: Concurso de marchinhas deste ano  (Crédito: divulgação)

 

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