Rio eletrônico

Rio Music Conference tem palestras, seminários, workshops e muitos shows

Desde o começo do ano, o Rio respira samba, graças à infinidade de blocos e bailes no pré-carnaval. A partir do dia 1º de fevereiro, quem prestar atenção vai escutar uma batida um tanto diferente. Começa nesse dia a Rio Music Conference (RMC), evento que há cinco anos celebra a música eletrônica, sempre no meio da folia.

“O carnaval do Rio é aproveitado durante o dia, quando centenas de blocos de rua saem espalhados pela cidade. Ao cair da noite, as opções de lazer relacionadas ao carnaval diminuem bastante: poucos bailes e o Sambódromo”, diz Pedro Nonato, diretor internacional da RMC.  “Por isso escolhemos fazer a RMC nesta época. Um outro fator que nos fez decidir é a alternância de ritmos: depois de um dia inteiro de bom samba, a mudança para outro ritmo é sempre bem-vinda”.

A RMC acontece em três frentes: na conferência propriamente dita, dedicada a empresas e profissionais da música e do entretenimento, com workshops, palestras, seminários e abertura de oportunidade para negócios; em festas espalhadas pela cidade; e, por fim, num grande festival, que acontece na Marina da Glória e reúne atrações nacionais e internacionais. Entre os destaques desse ano,  está o holandês Tiesto, o mais bem pago DJ da atualidade, segundo a revista Forbes de 2012, e que chegou a se apresentar na abertura Jogos Olímpicos de Atenas, em 2004. O popular Fatboy Slim, um apaixonado pelo Brasil – como mostra na música Put Your Hands Up for Brazil (I Love This Country) -, volta depois de passagens pelo carnaval de Salvador e shows na praia do Flamengo. Entre os brasileiros, destaque para Rodrigo Vieira, eleito melhor DJ por três anos consecutivos (2010 a 2012), e MEME, DJ, produtor e remixer que no último dezembro fez Roberto Carlos dançar House Music em seu tradicional show de Natal.

Setor a cada dia mais forte

Para Pedro Nonato, a música eletrônica ainda é vista com desconfiança no país, mas grande parte desse desconforto vem da falta de conhecimento. “As pessoas lembram de ‘festas raves’ e de consumo de drogas mas, quando perguntamos se gostam de Black Eyead Peas ou Sérgio Mendes, por exemplo, dizem que adoram. E esses dois artistas produzem música eletrônica hoje. Na verdade, praticamente todos os ritmos hoje em dia utilizam a Electronic Dance Music (EDM) como um meio de produção musical”, explica.

A incorporação da música eletrônica a outros ritmos, como o hip hop, o pop e mesmo a bossa nova, somado ao status de super estrela de uma galeria de grandes DJs (como o francês David Guetta, por exemplo), é uma das explicações para o constante e significativo crescimento do setor: em 2012, por exemplo, o mercado de música eletrônica cresceu 25%, atingindo um público de 24 milhões de pessoas no país, segundo dados da RMC.

Na conferência desse ano, o foco das discussões é a inclusão da música eletrônica na Indústria Criativa, que, como mostrou recentemapeamento da Firjan, representa hoje 2,7% do PIB, o que equivale R$ 110 bilhões. “O RMC orgulha-se de fazer parte da nova e dinâmica Indústria Criativa, que reinventou por completo o setor da música com suas formas orgânicas de produzir, divulgar, compartilhar, curtir e promover os diferentes segmentos e plataformas da EDM. Entendemos que nossa missão é ouvir os profissionais e empresas que fazem as cenas de cada região do Brasil para depois buscar novos conteúdos que ajudarão na formação, capacitação e fortalecimento dessa indústria por meio da difusão e do acesso à melhor informação”, resume Nonato.

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Fonte: http://www.cultura.rj.gov.br/

Fotografia: DJ Memê / Imagem: divulgação

 

 

 

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