Encontro com os grandes mestres
Depois de conquistar São Paulo, a exposição com parte da coleção de pinturas impressionistas do Museu d’Orsay chega ao Rio
O Impressionismo rompeu com as regras tradicionais da pintura e repensou a luz e o movimento a partir de técnicas inovadoras, algumas jamais vistas antes do século 19. A partir desta terça-feira, 23/10, 85 obras-primas de 47 nomes ligados ao movimento artístico – e seus seguidores – aportam no CCBB do Rio, depois de atrair 320 mil visitantes em São Paulo. Frente a frente com os cariocas, telas de grandes mestres, como Monet, Van Gogh, Manet, Gauguin, Renoir e Toulouse-Lautrec, pertencentes ao acervo do Museu d’Orsay, em Paris, dono da maior coleção de pinturas impressionistas do mundo.
Batizada de Impressionismo: Paris e a modernidade, a mostra reúne sete módulos, sendo três deles dedicados ao dia a dia na capital francesa: “Paris, a cidade moderna”, “A vida urbana e seus autores” e “Paris é uma festa”. Ali estão as cenas e vistas do rio Sena e da catedral de Notre-Dame retratadas por Camille Pisarro, as situações da vida burguesa descritas por Pierre-Auguste Renoir, o cotidiano mundano das prostitutas captado por Henri de Toulouse-Lautrec, além das famosas bailarinas de Edgar Degas.
Já os outros quatro módulos – “Fugir da cidade”, “Convite à viagem”, “Na Bretanha” e “A vida silenciosa” – põem à vista trabalhos de pintores que escaparam do ritmo acelerado da cidade para experimentar uma vida calma e reservada. Entre os que buscaram a tranquilidade do campo como forma de inspiração está Claude Monet, que se mudou para Argenteul, no interior da França, e depois manteve residência em Giverny. Vincent Van Gogh, por sua vez, seguiu para Arles, com o intuito de formar uma colônia de artistas, enquanto Paul Gauguin e Émile Bernard foram viver na Bretanha.
O CCBB dos impressionistas
Maior projeto da história do CCBB, a exposição é uma iniciativa do Museu d’Orsay e da Fundación MAPFRE para o Centro Cultural Banco do Brasil. “Com mais este importante projeto, reforçamos nossa missão de promover o acesso à cultura para um público cada vez mais amplo, principalmente para os brasileiros que ainda não podem viajar para apreciar os acervos dos grandes museus internacionais”, observa Marcelo Mendonça, gerente do CCBB Rio. “Esta mostra também contribui para projetar o Rio internacionalmente e firmar a cidade no circuito das grandes mostras internacionais, ao lado de cidades como Paris, Berlim, Roma, Londres, Tokyo e Nova Iorque”.
Por razões de segurança, as telas chegaram ao país despachadas separadamente em sete lotes e enviadas por avião de Paris para São Paulo. Terminada a temporada de dois meses na capital paulista, as telas vieram para o Rio em seis caminhões escoltados. Um ambiente especial foi construído no hall de entrava do CCBB para preservá-las do calor carioca. “As nossas salas estão adequadas para exposições de grande porte, mas pela primeira vez foi necessário construir um espaço de reserva técnica especial para a aclimatação das obras antes da montagem”, explica Mendonça.
A mostra ocupa o primeiro andar do centro cultural integralmente, podendo ser vista de forma continuada pelo visitante. No segundo andar, há um espaço para a cronologia do movimento, consulta bibliográfica, cinema e atividades do CCBB educativo. Já a rotunda conta com uma cenografia especial desenvolvida pela brasileira Virgínia Fienga, arquiteta responsável pelo novo projeto do Museu d´Orsay. Impressionismo: Paris e a modernidade fica em cartaz até 13/1/13.
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Fonte: Secretaria de Cultura do Rio de Janeiro (http://www.cultura.rj.gov.br/)
Fotografia: ’La Salle de Danse à Arles’, de Van Gogh (Crédito: divulgação)